Trabalho Foto: Foto: Eva Fariñas.

Nije

Federica Folco (Montevidéu-Uruguai)

Tudo está aí em cada instante, órgãos, pensamentos, medos, sangue, por que não espíritos e deuses. Federica Folco convida o público para ver uma coreografia do pensamento, que também é corpo. Desorganiza limites e juízos, porque necessita que sejamos outros. Empurra-se e move-se à borda de mil possibilidades corporais para modificar o estado e a percepção, e que isso a permita viver outra experiência. Para existir, a bailarina tem que abandonar-se a ser, mas para viver tem que ser alguém, para ser alguém tem que ter um osso, não ter medo de mostrá-lo e de passo perder a carne. Para viver tem que respirar, para rir tem que abrir a boca e de passo mostrar a língua.

FICHA TÉCNICA:
Direção - Federica Folco. Dança - Sofia Lans. Trabalho sonoro - Fernando Goicoechea e Federica Folco. Desenho de luz - Ivana Dominguez  e  Federica Folco. Federica Folco é artista residente em Casarrodante.

Recife 1 nov 20:00 Duração: 45 min 10 anos Teatro Hermilo Borba Filho Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tel: +55 (81) 3355-3320 / 3355-3321.
English:

Everything is there at every moment, organs, thoughts, fears, blood, why not spirits and gods. I invite you to watch a choreography of thought, which is also body. I disorganize limits and judgments, because I need us to be others. I push myself and move my body to the edge of thousands of possibilities in order to change the status and perception. I hope it allows me to live another experience. To exist I have to let me be, but I live, I’ve got to be someone, to be someone I’ve got to have bones and not to be afraid to show them and incidentally lose the flesh. To live I have to breathe, to laugh I have to open my mouth and, while at it, show my tongue.

Español:

Todo está ahí en cada instante, órganos, pensamientos, miedos, sangre, porque no espíritus y dioses. Te invito a ver una coreografía del pensamiento, que también es cuerpo. Desorganizo límites y juicios porque necesito que seamos otros. Me empujo a moverme al borde de mis posibilidades corporales para modificar el estado y la percepción, y que esto me permita vivir desde otra experiencia. Para existir tengo que abandonarme a ser, pero para vivir tengo que ser alguien, para ser alguien tengo que tener un hueso, no tener miedo de enseñarlo y de paso perder la carne. Para vivir tengo que respirar, para reírme tengo que abrir la boca y de paso mostrar la lengua.